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ENVELHECER - O que muda em nosso ser?

Atualizado: 10 de nov. de 2023


O envelhecimento é um processo natural e inevitável que todos nós enfrentaremos em algum momento de nossas vidas. No entanto, muitas vezes, a mera menção desse termo evoca imagens de declínio físico e mental, solidão e preocupações com a saúde. Mas, será que envelhecer é realmente tão sombrio quanto parece à primeira vista? Neste artigo, exploraremos as várias facetas do envelhecimento, desde os aspectos físicos e mentais até as mudanças no ciclo de vida familiar e os principais transtornos da velhice. Vamos desvendar os segredos e nuances dessa jornada, mostrando que envelhecer pode ser uma fase de crescimento e descobertas.




Aspectos Físicos do Envelhecimento


À medida que envelhecemos, nosso corpo passa por uma série de transformações. O metabolismo desacelera, a massa muscular diminui, e a elasticidade da pele diminui. Isso pode levar a rugas, cabelos grisalhos e ganho de peso. Além disso, a capacidade do corpo de se recuperar de doenças e lesões pode diminuir. No entanto, cuidados com a saúde, como uma dieta equilibrada, exercícios regulares e exames médicos podem ajudar a minimizar os efeitos do envelhecimento.




Aspectos Mentais do Envelhecimento


Os aspectos mentais do envelhecimento são igualmente complexos. À medida que envelhecemos, nossas habilidades cognitivas podem diminuir, mas isso não significa necessariamente que perderemos nossa vitalidade mental. A memória de curto prazo pode não ser tão afiada, mas a memória de longo prazo tende a se fortalecer com as experiências acumuladas ao longo dos anos.


É importante manter a mente ativa e desafiada. A leitura, quebra-cabeças, aprender novas habilidades e se envolver em atividades sociais podem ajudar a manter a mente aguçada e prevenir o declínio cognitivo.




Mudanças no Ciclo de Vida Familiar


O envelhecimento também traz mudanças significativas no ciclo de vida familiar. Os filhos podem sair de casa, e a dinâmica familiar pode se transformar. Muitas vezes, os idosos se tornam cuidadores de seus próprios pais ou enfrentam desafios financeiros e de saúde.



No entanto, o envelhecimento também pode ser uma oportunidade para fortalecer laços familiares e criar memórias significativas com os entes queridos. É uma fase em que a sabedoria e as histórias de vida dos mais velhos podem ser compartilhadas e valorizadas.


Principais Transtornos da Velhice


A velhice pode ser acompanhada por desafios de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e demência. A solidão também é um problema comum entre os idosos, e a perda de entes queridos pode agravar esse sentimento.


É fundamental estar ciente dos sinais de problemas de saúde mental e procurar ajuda quando necessário. Ter uma rede de apoio emocional é crucial para enfrentar esses desafios e garantir o bem-estar na terceira idade.


Demências

A demência na velhice é um termo usado para descrever um grupo de doenças neurológicas que afetam a capacidade cognitiva, como a memória, o pensamento, a linguagem, o julgamento e a capacidade de realizar atividades diárias. Essas condições são mais comuns em idosos, embora nem todas as pessoas idosas desenvolvam demência. A demência pode ser causada por várias condições subjacentes, sendo a doença de Alzheimer a forma mais comum, representando a maioria dos casos.


Aqui estão algumas informações importantes sobre a demência na velhice:


Causas: Existem várias causas possíveis de demência na velhice, sendo a doença de Alzheimer a mais prevalente. Outras causas comuns incluem a demência vascular (associada a problemas de circulação sanguínea no cérebro), a demência de corpos de Lewy (uma forma de demência com sintomas motores e visuais) e a doença de Parkinson com demência. Além disso, existem formas raras de demência, como a demência frontotemporal.


Sintomas: Os sintomas da demência podem variar dependendo da causa específica, mas geralmente incluem perda de memória, dificuldade em tomar decisões, desorientação, dificuldade em realizar tarefas do dia a dia, mudanças de personalidade e alterações na linguagem. À medida que a doença progride, os sintomas tendem a piorar.


Diagnóstico: O diagnóstico da demência é frequentemente baseado em uma avaliação clínica realizada por um médico, que inclui entrevistar o paciente e seus familiares, bem como realizar testes neuropsicológicos. Exames de imagem cerebral, como a ressonância magnética (RM) e a tomografia computadorizada (TC), podem ser usados para fornecer informações adicionais. Em alguns casos, a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) pode ser necessária para descartar outras causas.


Tratamento: Até o momento, não existe uma cura definitiva para a demência, mas existem tratamentos que podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Isso inclui medicamentos que podem ajudar a retardar o avanço da doença em alguns casos. Além disso, intervenções não farmacológicas, como terapia ocupacional e programas de estimulação cognitiva, podem ser benéficas.


Cuidados e apoio: A demência pode ser desafiadora tanto para os pacientes quanto para seus cuidadores. O apoio emocional e prático é essencial. A criação de um ambiente seguro e a adaptação de estratégias de comunicação podem ajudar a melhorar a qualidade de vida do idoso.




Depressão


A depressão na velhice é uma condição de saúde mental que afeta muitas pessoas idosas, mas frequentemente é subdiagnosticada e subtratada. A depressão na terceira idade não é uma parte normal do envelhecimento, e é importante reconhecer e abordar essa condição para garantir a qualidade de vida dos idosos. Aqui estão algumas informações importantes sobre a depressão na velhice:



Causas: A depressão na velhice pode ser desencadeada por uma variedade de fatores. Isolamento social, perda de entes queridos, problemas de saúde crônicos, declínio físico e cognitivo, aposentadoria e preocupações financeiras são algumas das causas comuns. Além disso, mudanças nos níveis de neurotransmissores no cérebro também podem contribuir para o desenvolvimento da depressão.


Sintomas: Os sintomas da depressão em idosos podem ser semelhantes aos de outras faixas etárias, incluindo tristeza persistente, perda de interesse ou prazer nas atividades diárias, fadiga, problemas de sono, alterações no apetite, sentimentos de inutilidade, dificuldade de concentração e pensamentos de suicídio. No entanto, em idosos, a depressão pode ser mascarada por outros problemas de saúde, como dores crônicas ou problemas cognitivos.


Riscos: Alguns fatores de risco para a depressão na velhice incluem histórico de depressão anterior, problemas de saúde crônicos, solidão, falta de apoio social, uso de medicamentos que podem contribuir para a depressão e história familiar de doença mental.


Impacto na Qualidade de Vida: A depressão na velhice pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. Ela pode agravar problemas de saúde existentes, reduzir a motivação para seguir tratamentos médicos e prejudicar a capacidade de participar em atividades sociais, o que, por sua vez, pode levar ao isolamento e à solidão.


Diagnóstico e Tratamento: O diagnóstico da depressão na velhice pode ser desafiador, pois os sintomas muitas vezes são atribuídos erroneamente ao envelhecimento ou a outras condições médicas. No entanto, é fundamental procurar ajuda profissional se alguém idoso estiver demonstrando sintomas de depressão. O tratamento geralmente envolve terapia psicológica, como a terapia cognitivo-comportamental, e/ou o uso de medicamentos antidepressivos, dependendo da gravidade dos sintomas.


Prevenção e Apoio: Manter uma rede social forte, cuidar da saúde física, buscar apoio emocional e participar de atividades significativas são maneiras de prevenir a depressão na velhice. A família, amigos e cuidadores desempenham um papel vital no apoio aos idosos que enfrentam a depressão, oferecendo apoio emocional e ajudando a garantir que eles recebam tratamento adequado.


É essencial lembrar que a depressão na velhice é uma condição médica tratável. Com o apoio adequado, os idosos podem superar a depressão e desfrutar de uma qualidade de vida satisfatória. Portanto, é crucial reconhecer os sinais, buscar ajuda profissional e garantir que os idosos tenham acesso ao tratamento necessário.


Ansiedade


A ansiedade na terceira idade é uma condição de saúde mental que afeta muitas pessoas idosas. Embora muitas vezes seja subestimada ou negligenciada, a ansiedade pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos. Aqui estão algumas informações importantes sobre a ansiedade na terceira idade:



Causas: A ansiedade na terceira idade pode ser causada por uma variedade de fatores, incluindo preocupações com a saúde, medo da morte, solidão, preocupações financeiras, mudanças na vida, aposentadoria e perda de entes queridos. Além disso, a ansiedade também pode ser desencadeada por problemas de saúde física ou cognitiva, como doenças crônicas, dor crônica, demência ou declínio funcional.


Sintomas: Os sintomas de ansiedade na terceira idade podem variar, mas frequentemente incluem preocupação excessiva, inquietação, tensão muscular, insônia, dificuldade de concentração, irritabilidade, tremores, sudorese e palpitações. Os idosos com ansiedade também podem manifestar sintomas físicos, como dores de cabeça, dores no peito e problemas gastrointestinais.


Diagnóstico e Tratamento: O diagnóstico da ansiedade na terceira idade pode ser desafiador, uma vez que os sintomas muitas vezes são atribuídos erroneamente ao envelhecimento ou a outras condições médicas. No entanto, é fundamental procurar ajuda profissional se alguém idoso estiver demonstrando sintomas de ansiedade que interferem na qualidade de vida. O tratamento pode incluir terapia psicológica, como a terapia cognitivo-comportamental, e, em alguns casos, o uso de medicamentos ansiolíticos, prescritos por um médico.


Prevenção e Apoio: A prevenção da ansiedade na terceira idade pode envolver manter uma rede social forte, cuidar da saúde física, buscar apoio emocional e se envolver em atividades significativas. A família, amigos e cuidadores desempenham um papel importante no apoio aos idosos que enfrentam a ansiedade, oferecendo apoio emocional e auxiliando no acesso ao tratamento adequado.



Em resumo, envelhecer é uma jornada com muitos altos e baixos, mas que pode ser enriquecedora e significativa. O segredo está em abraçar as mudanças e desafios com uma atitude positiva, cuidando da saúde, mantendo a mente ativa e cultivando relacionamentos significativos. O envelhecimento pode ser uma fase de crescimento, aprendizado e amor, desde que estejamos dispostos a encará-lo de frente e com determinação.


"Os idosos, mesmo os que tiveram uma vida humilde, tem um tipo de sabedoria simples, que muitas vezes pode parecer uma certa habilidade de prever o futuro, que só quem viveu muito domina, mas vem na verdade de um entendimento muito singular de como o mundo funciona."


Este texto foi elaborado em complemento ao treinamento desenvolvido no Serviço de Acolhimento Institucional para Idosos São Vicente De Paulo, na cidade de Castro-PR, em 2023.


Fabricio Della Rovere - 14/11/23

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